Paulo Bomfim

PAULO BOMFIM

Um Grande Poeta Paulista – 1926 – 2019

Um Amigo de Santo Amaroplb2

 

Celebramos, hoje a vida, e a obra, e o gênio humanista; a grandeza de um grande homem, um grande paulista, um grande brasileiro, um grande cidadão do mundo.

Celebramos o grande poeta, Paulo Bomfim.

Um homem cujas raízes remontam aos primeiros povoadores, às primeiras familias de São Paulo. Remonta a João Ramalho, a Tibiriçá e a Bartira. Remontam ao séc. XVI.

Remonta aos bravos e heroicos Bandeirantes, plantadores de cidades, que expandiram o território do Brasil.

Paulo Bomfim foi entusiasta, cantador de seus antepassados. Foi um entusiasta cantor das grandezas da história de São Paulo. São Paulo, para ele, era a glória! São Paulo lhe retribuiu com a mais alta estima.

Em suas veias, corria sangue nobre; sangue de gente forte, corajosa e gloriosa.

Ele cantou as glórias de seu passado, em poesia e em prosa.

Produziu grandes obras no presente e cantou as glórias do passado.

Foi um cantor entusiasmado e vibrante da nossa gloriosa cidade: São Paulo.

Escreveu a vida inteira.

Em 1991 recebeu o título de Príncipe dos Poeta Brasileiros.

Recebeu muitos títulos, por sua obra.

Foi um admirador de Santo Amaro.

Paulo Bomfim produziu uma obra extensa e de qualidade.

Este grande poeta paulista faleceu ontem, dia 07/07/2019.

Honra lhe seja feita!!

Vai-se o homem, fica a glória, fica a memória!

As grandes pessoas não morrem! Mudam de status!

Texto – J.Peralta

Fotos: Google

 

Poema – Transfiguração

 

Venho de longe, trago o pensamento

Banhado em velhos sais e maresias;

Arrasto velas rotas pelo vento

E mastros carregados de agonias.

Provenho desses mares esquecidos

Nos roteiros de há muito abandonados

E trago na retina diluídos

Os misteriosos portos não tocados.

Retenho dentro da alma, preso à quilha

Todo um mar de sargaços e de vozes,

E ainda procuro no horizonte a ilha

Onde sonham morrer os albatrozes…

Venho de longe a contornar a esmo,

O cabo das tormentas de mim mesmo.

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Paulo Bomfim

4 de Julho – dia Independência E.U.A.

CIVILIZAÇÃO EM BALANÇO
4 de Julho Dia da Independência dos E.U.A.
Pensar não Ofende!

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Estátua da Liberdade

Nos E.U.A. a vida corre normal.
O povo ama o seu país e o defende contra os seus inimigos, contra os seus detratores, que o querem desonrar!
Com altos e baixos, o país segue em frente. Cada um resolve os seus problemas, sem paternalismos. Assim ele é a maior economia do mundo.
Em contraste com esse mundo aberto, no Brasil vemos um paternalismo opressor e humilhante que apequena as pessoas, como se fosse um país de gente incapaz e incompetente.
Os nossos políticos tudo querem regulamentar, para tudo controlarem, como se o país estivesse a seu serviço e não o contrário. Mas incompetente é quem assim pensa, sem se ruborizar. Assim o Brasil vai mal!
O povo não precisa de paternalismo. Precisa de respeito, de boa educação e de trabalho para todos ganharem o seu pão, com dignidade, sem depender de exceções que humilham a nação! Nossa gente não é incapaz!
Um povo de mais de 200 milhões de habitantes, não pode depender de outros para viver. O povo não pode viver encabrestado!
A quem tal situação interessa? Quem disto leva, vantagem? Talvez os políticos!! O povo não!
O povo quer poder ser cidadão!

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O Brasil precisa melhorar o seu conceito de liberdade e de competência!

Liberdade não é simplismo!
Não somos um povo de menores de idade!
Queremos de volta a liberdade social, responsável, num país de oportunidades para todos!
Queremos o nosso Brasil de volta, com patriotas e sem oportunistas!
Quem sabe, nisto, os E.U.A. podem nos dar algumas lições. Outros países também!
Queremos de volta a maioridade de cidadãos!
Neste ponto, os E.U.A. tem muito a nos ensinar!

texto – J.Peralta.
fotos – J.Peralta.

Sobre

Somos o I.T.E. – Instituto Tropical de Estudos Estratégicos, mantida sob os auspícios da Edubraz.

O Instituto Edubraz de Humanismo e Promoção Humana, e a mantenedora do Instituto ITE, que é  nossa plataforma de atuação.

Fornece-nos acervos de referências e de descobertas. Focaliza polos de desenvolvimento e de cultura.

O ITE – tem como objetivo, a reflexão filosófica, o debate de ideias humanistas, civismo, história, arte, ecologia, urbanismo e desenvolvimento sustentável.

O grande objetivo do site é colaborar no bem-estar social, na cultura e na educação da comunidade. É um apoio à ação dos Educadores e das famílias.

LUTO NACIONAL

INCÊNCIO DESTRÓI O MUSEU NACIONAL

No fatídico dia 3 de setembro (2018) enquanto eu estava com minha atenção focada na preparação da obra Calçada Portuguesa no Brasil e no Mundo, chegou-me aos ouvidos a trágica noticia de que o Museu Nacional no Rio de Janeiro ardia em chamas. Estremeci. Corri à televisão, consternado como todo Brasil e como toda humanidade esclarecida; como todas as pessoas que zelam por tudo que é capaz de trazer mais saber, ciência e bem-estar a nossa civilização.

As chamas do fogo voraz já iam auto, consumindo o mais antigo e um dos melhores museus do Brasil e do mundo, eregido na Quinta da Bela Vista, pelo Senhor Dom João VI, glorioso rei do Portugal e do Brasil.

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O prédio ainda tem a glória inédita de ter sido a sede da corte da única Monarquia das Américas; uma monarquia de gente sábia que consolidou o país.

Pelo Brasil e pelo Mundo muita gente chorou a perda irreparável. Mais um pedaço do Brasil e da cultura mundial ardia em chamas criminosas.

O Brasil chorou mais esta grande perda, quase irreparável que envolvia também grande perda moral!

Muito do rico material que lá estava exposto, foi adquirido por D. João VI, por D. Pedro I, por D. Pedro II, o sábio, pela rainha, Dona Leopoldina, e por muitos outros amantes do país e das ciências, através de 200 anos. Lá morou a Rainha, Dona Maria I, uma rainha sábia e extraordinária, que enlouqueceu, ao sofrer a tragédia da morte de seu primogênito e de outros filhos amados.

museu6.jpg Estátua de Dona Leopoldina

O grande museu armazenava ou tinha expostos mais de vinte milhões de peças trazidas de diversas nações do mundo.

Foi uma perda irreparável, para a nossa história, para as ciências e para o civismo.

Uma imensa perda para a humanidade. Algo comparável ao incêndio da biblioteca de Alexandria e também do saque do Museu do Iraque, após a queda de Saddan Hussein. Esta tragédia deixou o mundo mais pobre.

Ardeu parte da identidade nacional e uma parte Monumental da História de Brasil.

Muita gente chorou inconsolada, tomada por profunda tristeza e mágoa.

Portugal também chorou, pois este era um dos fortes laços que uniu eternamente os dois povos: os laços do saber, da cultura e da sabedoria…

Os inimigos da lusofonia e do Brasil, “estrangeiros”, por condição e por opção, certamente festejaram a tragédia, com oculto sarcasmo e torpe sadismo.

museu3.jpgEstátua de D.Pedro II

Os responsáveis por esta tragédia, cometeram crime inafiançável; crime de lesa pátria; crime imperdoável, pelo qual precisam responder diante do país e da humanidade, diante do tribunal da humana dignidade, no tribunal da história.

Este desastre foi causado pela imensa penúria e de verbas destinadas à sua conservação, e de falta de vergonha pelos desperdícios com gastos inúteis.

A roubalheira que transformou o Rio de Janeiro em cidade sitiada, levou este incrível monumento cultural à condição do descaso dos poderes públicos.

O ouro do saber foi jogado como pérolas, aos porcos.

Enfim, um país que não sabe cuidar de sua memória e de sua história, tem pernas curtas e ideias também…É vítima da insensatez de poucos e aos poucos vai se apagando e desmoronando num voraz apagão de ideias e de ideiais.

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É preciso que saibamos gritar bem alto, até o país acordar e aprender a cuidar de seu patrimônio histórico, cultural e humano.

Um país rico, como o Brasil, não pode admitir, impune, tragédias tão danosas, causadas por desvios imperdoáveis.

Anteriormente, o Brasil já chorou grandes perdas culturais, em incêndios criminosos irreparáveis:

– O incêndio do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1978; o incêndio do Instituto Butantã, em 2010; o incêndio do Museu da Língua Portuguesa, em 2015; o Memorial da América Latina, em 2013; o Liceu de Artes e Ofícios, em 2014.

As pessoas não podem ficar indiferentes a tão trágicas tragédias culturais e humanas.

O descaso do país por seus grandes monumentos culturais, precisa acabar. Não pode ir mais longe pois já foi longe demais.

O país precisa despertar, para o que é essencial; para as forças matriciais das pessoas e da prosperidade: do desenvolvimento humano e social.

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O país que não preserva a sua história, os seus ícones culturais, está fadado ao fracasso de seu povo, a um futuro vacilante e trôpego.

Vamos aprender, também, com as tragédias; vamos cuidar de nosso país gigante, em tamanho; façamo-lo um gigante da cultura; um gigante da ética e da moral; da dignidade humana!

Vamos cuidar de nossa cultura; vamos fortalecer a nossa identidade de povo forte e cordial.

Vamos chorar e reagir à indignidade dos que comprometem a moral do Brasil!

Vamos levantar a cabeça e não deixar que tais desastres se repitam.

Vamos aprender a cuidar da cultura e da história de São Paulo e do Brasil.

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Vamos cuidar mais da cultura, dos ideais e da saúde mental, física, e espiritual de nossa gente.

Vamos todos lutar, por um Brasil e um por um mundo melhor, mais equitativo e mais saudável para as pessoas de boa vontade.

 

Texto e fotos de José Jorge Peralta

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Ipê Amarelo

Árvore Símbolo do Brasil

Trilha Sonora sugerida para leitura do post. Clique aqui:

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Originário do Brasil, o Ipê Amarelo é uma das árvores mais belas e mais cultivada no Brasil. Há, no Brasil, muitas outras árvores muito belas.
Existem, no país, nove ou dez espécies de ipê. As mais destacadas são: Ipê Amarelo, Ipê Rosa, Ipê Roxo e Ipê Branco.
O Ipê Amarelo desenvolve-se naturalmente nas matas e é cultivado nas cidades, em ruas, avenidas, praças, jardins e quintais. Multiplicam-se com facilidade. Pode alcançar
até 30 metros de altura.
Sua floração, no final do Inverno, Agosto e Setembro, na prática, anuncia a chegada da Primavera.
Na época da floração, os ipês amarelos formam um espetáculo exuberante, por toda a parte. Poucas árvores, no mundo, podem ser equiparadas ao Ipê Amarelo, em questão de beleza e esplendor.
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Normalmente, o apogeu da floração do ipê ocorre no início de Setembro.
Quando chega o Inverno, o ipê perde todas as suas folhas. Ao florir, o ipê não tem uma única folha. Estas só começam a brotar no final de Setembro.
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IPÊ AMARELO
SÍMBOLO DO BRASIL
J. Jorge Peralta.
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Porta Bandeira

Impressiona o olhar e o coração,
do mais simples ao mais ilustrado cidadão,
a elegante, densa e exuberante beleza,
do ipê amarelo, no apogeu da floração.
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Formando grandes blocos dourados,
nos urbanos aglomerados
ou pelas matas selvagens,
o ipê, quando chega,
enche de encanto
toda a terra brasileira.
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Seu tronco, todo despido de folhagens,
nuzinho,
aguarda novo ciclo, novo amanhecer,
novo renascer.
De repente, quase num passe de mágica,
se recobre por inteiro
de belíssima plumagem,
cor de ouro,
qual jovem princesa real,
preparada para o desfile da nobreza,
de toda a natureza tropical.
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Vestido em traje de gala,
o ipê parece que se prepara,
para uma grande e monumental festa,
para uma grande festa cíclica anual.
Anuncia a primavera que está para chegar.
Abre o ciclo primaveril
deste multicolorido Brasil.
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O ipê sai na frente,
como porta-bandeira,
de elegância brasileira,
no alvorecer da primavera.
Seu tronco todo recobre
Com grandes cachos de flores…
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Seu viço e frescor
recende vida e calor
exibindo a sensualidade
do fértil mundo tropical.

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Rainha do Pedaço
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Lá está ele, o majestoso ipê,
por toda a parte,
nas florestas selvagens e pelos campos.
No meio urbano, também cresce e se destaca,
em ruas e praças,
nos bosques e parques,
e nos jardins domésticos e nos quintais,
atestando o privilégio de que desfruta.
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Na semana da Pátria,
inícios de setembro,
já está todo engalanado
com a sua florada,
proclamando a exuberância desta nação.
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Sua cor é destacada, marcante:
o amarelo é vivo chamejante.
Vem depois o verde da folhagem.
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Exibe, orgulhoso, para quem passa,
seu esplendor transitório,
sua deslumbrante e frágil beleza,
suas densas flores bordadas e coloridas
com extremo bom-gosto e harmonia.

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As flores do ipê, com seu raro brilho,
lembram iluminuras de vistoso vitral,
desta imensa e majestosa catedral,
que a natureza, nosso espaço vital,
onde Deus preside paternal.
Tanta beleza inspira vibrantes hinos matinais
do afinado coro da passarada.

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Por um mês, a flor do ipê
É a rainha do pedaço,
inconteste e sem rival
entre o arvoredo ornamental
da flora brasileira.

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Depois, sua presença é mais discreta.
Como todo o esplendor da beleza natural,
delicada, sensual,
seu brilho logo passa…
é preciso fruí-la, enquanto dura…

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Depois a vida prossegue, sossegada,
sem traumas,
seu percurso habitual.
Desta beleza breve
fica lembrança, perene.

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Outras flores virão, sem demora,
ocupar seu próprio lugar,
e nossa atenção e carinho despertar.
Virão nossa admiração e emoção reacender.
A vida continuarão a encantar.

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O ipê, destacando-se, entre as demais,
é a flor símbolo deste país tropical.
País de um povo quente,
esbelto e fagueiro;
terra da gente…

Pelicano

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1. O Pelicano é uma notável e grande ave aquática. No mundo existem oito (08) espécies desta ave.
Entre suas características, destaca-se o seu bico comprido, com uma bolsa na garganta, característica da espécie.
Em média, o pelicano pesa até 13 kg.; a envergadura das asas é de cerca de 3 m.; o comprimento do corpo: 1,8 m.
O Pelicano alimenta-se principalmente de peixe.
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2. O Pelicano existe nas zonas temperadas e nos trópicos. Está ausente nos polos.
Cada espécie de pelicano é nativa de uma certa região do mundo.
Os pelicanos são aves sociáveis; pescam em grupo. Geralmente também nidificam em grupo; cada espécie de forma diferente.
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3. O Pelicano Branco faz o ninho em árvores; o Pelicano Peruano, habita na América do Sul e nidifica nas rochas; o Pelicano Castanho nidifica no chão.
Os machos transportam o material e as fêmeas constroem o ninho.
A incubação dos ovos é feita pelo casal, alternadamente. A fêmea, via de regra, põe três ovos de cada ninhada. Após seis semanas os filhotes começam a nascer.
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4. Espécies Destacadas:
Pelicano Branco. Habita na Europa, na África e na Ásia. Apenas mergulha o bico na água para pescar.
Pelicano Pardo. Esta espécie mergulha na água para apanhar o peixe, com o bico. Apanham os peixes com uma estratégia grupal: formam um “U”, com o bando de aves, para cercarem os peixes…
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5. Pelicano, como Ícone Cultural.
O Pelicano assumiu, através dos séculos, um rico e sugestivo papel alegórico. O modo como alimenta os filhos impressionou os observadores e os artistas.
A alegoria foi criada no mundo da lenda.
O Pelicano tornou-se ícone do Cristianismo, como alegoria de amor, de desprendimento e de generosidade; como símbolo de responsabilidade social.
O Pelicano é um ícone frequente nas Igrejas Cristãs-Católicas.
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PELICANO COMO ÍCONE

1. Um Ato Simbólico.
O Pelicano é uma ave aquática de grande porte. Existe em todos os continentes. Só não existe nos polos.
Possui um bico largo e comprido, com uma bolsa extensível, na parte inferior, onde reserva os peixes, que apanha.
Para alimentar os filhotes, o Pelicano comprime a bolsa do bico contra o peito.
Deste ato de comprimir o bico contra o peito, para alimentar os filhos, nasceu a lenda de que o Pelicano rasga o peito para alimentar os filhos com o próprio sangue.
O Pelicano vale como alegoria, pouco importando o que a ave real faz de fato. A alegoria vale por si mesma e envolve muita sabedoria.
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2. Símbolo Religioso.
Por este ato, o Pelicano ficou sendo uma alegoria da Redenção de Cristo: “Quem comer deste pão e beber deste sangue terá vida eterna” (Jo. 6. 54).
Este ato do Pelicano é um ícone de Jesus Cristo; um ícone de amor e desprendimento.
É também um eloquente ícone do amor materno.
O Pelicano é também um eloquente símbolo alado de dedicação ao próximo, aos carentes; um símbolo de responsabilidade social: sacrificar-se pelos necessitados…
Para os Cristãos, o Pelicano, ao derramar o seu sangue pelos filhos, é o símbolo do Redentor, do Messias, Jesus Cristo, que deu a sua vida pela salvação da humanidade; que alimenta os Cristãos com a Eucaristia.
É um símbolo da Eucaristia.
Por esta rica simbologia Cristã, a imagem do Pelicano, alimentando os filhos, tem presença marcante nas catedrais e nos templos Cristãos, no altar ou nos vitrais, etc., como símbolo do amor divino, pelas pessoas, pela humanidade.
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3. Símbolo Para a Vida Cotidiana.
O Pelicano é também o símbolo de dedicação ao próximo, muitas vezes às custas da própria vida.
Muitos dão a vida pelos irmãos carentes ou necessitados, quer em nível social, físico ou espiritual.
Milhares e até milhões de Cristãos sacrificam sua vida, sua comodidade, pelos mais pobres e carentes, em todos os continentes, em atividades missionárias.
Na vida religiosa, como pessoas consagradas, ou na vida profana, muitos sacrificam-se pelos irmãos, mostrando-lhes o caminho de uma vida melhor e até cuidando de suas feridas físicas, psíquicas ou espirituais.
Quantos sacrifícios fazem os pais, o pai e a mãe, pela criação e educação dos filhos?!
Quantos sofrem, em silêncio, diariamente?!
Quantos sofrem os pais pelos filhos e os filhos pelos pais, a mãe pelo pai e o pai pela mãe?!
Quantas noites mal dormidas, para cuidar de quem precisa!
Aí estão os verdadeiros Pelicanos do dia-a-dia… Sim, o Pelicano também é símbolo da famílias e das pessoas consagradas ao bem do próximo, ao bem comum.
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4. O Cristão Genuíno e a Doação.
O “Mandamento Novo’ (Amai-vos mutuamente), é bem representado pela alegoria do Pelicano.
Quantas opções ou decisões, difíceis e até penosas, o Cristão é convidado a fazer, com grandes sacrifícios pessoais, sacrificando comodidades, pelo seu semelhante?!
Quantos milhões de pessoas, em todos os países, sem olhar para trás, sacrificam suas vidas pelos irmãos, na educação ou em ações comunitárias, e até em trabalhos voluntários…
O Cristão genuíno não rejeita sacrifícios, para se doar por sua família, por seu país, pela humanidade, muitas vezes dando o próprio sangue, a própria vida.
O Cristão genuíno desenvolve a virtude da alteridade, do altruísmo, da caridade e vence o egoísmo pela melhoria da vida dos outros, da comunidade.
Escrever, pelo esforço, sacrifício e dedicação que exige, também pode ser uma forma de doação, pelo bem do próximo.
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5. O Cristão e a Alteridade.
Como o Pelicano, o Cristão precisa estar disposto a se sacrificar pelos outros, pelo próximo; a se doar pelo bem da humanidade; a se sacrificar pelos filhos e pelos irmãos.
Precisa saber cuidar dos fracos e dos enjeitados, como fez o “Bom Samaritano” (Lc. 10. 29-37), e como fez o pastor, com a Ovelha Desgarrada (Lc. 15. 3-6).
Quantos, pelo mundo a fora, todos os dias, dão a vida por seus irmãos, tanto em público, quanto no silêncio de seu lar e de seu coração!… Dão a vida um pouco por dia.
O Pelicano é também símbolo do Cristianismo, símbolo do amor, símbolo da caridade, símbolo da alteridade, símbolo da doação, símbolo da cidadania.
Sacrificarem-se uns pelos outros, em circunstâncias limite, é praxe de todas as civilizações, para que a vida continue: a vida livre e com qualidade. É uma condição natural de quem ama. Até os animais arriscam a vida por seus filhos, por seu grupo.
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6. Pelicano, Protótipo do Cristão.
O Pelicano é um símbolo, uma alegoria de abnegação, de desprendimento, de altruísmo, superando a tendência ao egoísmo e ao comodismo.
Símbolo do sacrifício pelos outros. Símbolo do amor familiar, símbolo da família. É símbolo de generosidade.
Sem amor, sem caridade, sem abnegação, sem desprendimento, sem generosidade, o Cristianismo é vão; “nada vale” diria Paulo (ICor. 13. 2).
A lenda do Pelicano leva-nos à essência do Cristianismo: à superação do egoísmo, em favor do próximo, do outro.
Para caminharmos no caminho da perfeição, que buscamos, precisamos de abnegação, generosidade, caridade e humildade.
Não podemos fugir do sacrifício, para ajudar nossos semelhantes, para aperfeiçoarmos nossa caridade e amor ao próximo.
Assim descobriremos a valor divino do humano e o sagrado no profano.
Assim nos tornaremos filhos da Luz (Ef. 5. 8; Lc. 16. 8), templos do Espírito Santo (ICor. 3. 16, 17).
Trilha Sonora sugerida. Clique aqui:
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Sabiá-Laranjeira

Sabiá-Laranjeira
O Rei da Voz

É uma ave comum, em metade do território do Brasil. Por sua beleza discreta e por seu canto suave e melodioso, é a ave símbolo de São Paulo e do Brasil.
O Sabiá, por sua voz possante e melodiosa, pode ser considerado o Rei da Voz.
O Sabiá ocorre amplamente na borda da mata, nas fazendas e nos quintais. Vive bem, perto das pessoas.
Veem-se frequentemente, saltitando pelo chão, ciscando, à procura de alimentos.
Ave marrom por cima, com barriga cor de laranja, vistosa. Está bem adaptado à cidade como ao campo e à mata.
A garganta branca, é rajada de marrom, com desenho idêntico em todas as espécies.
Tem um canto melodioso e bonito, que se ouve mais ao alvorecer do dia, no começo da manhã e no entardecer. O canto do sabiá é o primeiro que se ouve bem de madrugada. Nas cidades é o canto do despertar.
Cantam nos meses de Agosto a Novembro. Cantam em cima das árvores, como em desafio com outros sabiás, ou respondendo aos outros.
Em tempo de canto dos sabiás, onde há densa arborização, o canto do sabiá enche toda a cidade, de Norte a Sul, e de Leste a Oeste. É o tempo em que também canta o Bem-te-vi. Os dois enchem toda a cidade, com suas melodias típicas e sonoras. Formam uma imensa sinfonia da Primavera. Penso que, em São Paulo, vive e canta mais de um milhão de sabiás.

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Na Europa, ouve-se a “sinfonia de pardais”; no Brasil ouvem-se, por toda a parte, outras sinfonias de aves, como o sabiá, o bem-te-vi, etc.
O sabiá tem o canto mais melodioso de todas as aves do Brasil. O canto do sabiá começa em Agosto, com o começo da preparação dos ninhos e termina em Novembro, no fim da Primavera, quando os filhotes já adquiriram autonomia. Ele tem melodias diferentes para épocas diferentes.
Os sabiás vivem isolados ou em casais. Não há bandos de sabiás. Inclusive, cada casal demarca o seu território.
Na Primavera, o canto do sabiá enche todo o Brasil, onde o sabiá-laranjeira vive, formando uma imensa sinfonia.
É tão marcante o canto do sabiá nas madrugadas, que muitos reclamam pela perda do sono (?!).
A fêmea cuida da incubação; o casal, macho e fêmea, cuidam da prole, da alimentação e da defesa contra invasores.
O macho fica vigilante, empoleirado em árvores próximas, a um 5 m. de distância do ninho, para cuidar da segurança contra invasores.

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Notas: 1. Existem, no Brasil, ao menos nove (9) espécies de sabiás.
2. Se quiser, escute “Sua Majestade o Sabiá”, na voz de Jair Rodrigues e Chitãozinho & Chororó:

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Por um mundo Uno e Plural